Saiba quanto vai custar a passagem das cidades do Entorno para Brasília

Alguns moradores do Entorno classificaram como absurdo o novo aumento e temem perder o emprego em Brasília

Josué toma dois ônibus por dia para chegar ao trabalho: transporte caro, mas sem segurança e sem conforto - Foto: Arthur Menescal.
Os moradores do Entorno do Distrito Federal que precisam trabalhar no Plano Piloto vão pagar mais caro pela passagem de ônibus a partir do próximo dia 24. O reajuste de 5,2% foi publicado no Diário Oficial da União ontem. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a correção ocorre anualmente, sempre no mesmo período, conforme previsto em resolução. 

De acordo com a ANTT, as tarifas para o transporte semiurbano são definidas, basicamente, pela composição dos custos e das despesas de transporte, acrescidos da remuneração do serviço. Alguns moradores do Entorno classificaram como absurdo o novo aumento e temem perder o emprego em Brasília. 

Hellen Vasconcellos, 39 anos, é moradora de Águas Lindas. Para ir e voltar do trabalho, ela gasta R$ 67,00 por semana. Segundo Hellen, o dono do restaurante em que trabalha não cobre o valor da passagem, que ela precisa pagar do próprio salário. “Eu fico no prejuízo, mas não reclamo para o meu patrão, pois tenho medo de perder o emprego”, disse. Ela se queixa também do desconforto diário dos ônibus. “Sair de casa às 5h da manhã para pegar engarrafamento em pé é muito duro”, lamentou. 
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Hellen já pensou em alugar a própria casa para morar mais perto do serviço, mas desistiu por causa do alto custo dos aluguéis no Plano. Há também um constrangimento com os filhos: na tentativa de conseguir um emprego no DF, eles precisam colocar o endereço de algum amigo no currículo para não perder a oportunidade profissional. 

Josué Rodrigues, 23 anos, trabalha como cozinheiro em um restaurante na Asa Sul. Ele mora em Valparaíso e precisa tomar dois ônibus para chegar ao trabalho. Em média, por dia, gasta R$15. Rodrigues reclama do aumento e também das condições dos ônibus, que demoram e, muitas vezes não oferecem condições de viajar sentado.

O cozinheiro também reclama da falta de segurança. Algumas vezes, precisa pegar o ônibus de volta para casa na madrugada e teme ser assaltado. “É complicado, a gente vai pagar caro, mas não tem garantia de segurança nem conforto”, afirmou.
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