Policiais fazem protesto contra violência em frente ao Palácio

Aproximadamente cem policiais civis foram na tarde de quinta-feira, 18, até a porta o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede do governo estadual, protestar contra as precárias condições de trabalho, o baixo efetivo policial e o aumento exacerbado da violência, que atinge até os próprios colegas de corporação

A manifestação durou cerca de uma hora e teve a participação dos deputados estaduais Major Araújo (PRP) e Delegada Adriana Accorsi (PT).

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), Paulo Sergio Alves de Araújo, ressaltou durante o protesto a realidade é que a polícia hoje está perdendo a guerra contra os criminosos. “Queremos mostrar que o policial é um cidadão e também sofre com a violência. Estamos com a população, protegemos vocês, mas não estamos dando conta”, afirmou em entrevista ao Popular.

Durante a manifestação foi possível ouvir diversos relatos de policiais que evidenciam o medo e a fragilidade do trabalho das forças policiais em Goiás. A principal queixa é pelo baixo efetivo e a sobrecarga de trabalho que os policiais são obrigados a cumprir. Hoje a Polícia Civil conta com efetivo de 3,2 mil, a metade do que possuía há uma década.

O protesto foi marcado ainda pela lembrança de colegas assassinados nos últimos dias com o agente da polícia civil Oscar Charife Abrão, assassinado no último dia 7, ao tentar intervir em um assalto que ocorria a uma lanchonete no Setor Oeste, em Goiânia.

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