ROLEZINHO QUE ASSUSTA

Por Luiz Solano

A sociedade de Brasília está muito preocupada com esse anúncio que teremos aqui na Capital da República, o tal rolezinho que começou em São Paulo e já tem data marcada para se apresentar no Shopping Iguatemi, no próximo dia 25.

É uma situação preocupante, que já colocou de prontidão os poderes Executivo e Judiciário além do setor privado do Distrito Federal, que estão de olhos abertos para essa manifestação convocada pelas redes sociais. Se por um lado entidades de defesa do cidadão avaliam ser uma conduta discriminatória barrar o acesso dos grupos nos centros comerciais, especialistas alertam sobre os atos de vandalismo, assaltos e roubos durante a concentração da turma que vai participar do rolezinho.

O mais preocupante nessa situação foram as declarações da vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-do Distrito Federal, Indira Queresma , explicou que a resposta dos centros comerciais mostra o preconceito e a discriminação da sociedade. É como se os negros e os pobres fossem vistos apenas como trabalhadores braçais dos shoppings de elite e que quando vão a esses centros comerciais acabam sendo percebidos como ameaçadores de segurança e invasores de um espaço.

A advogada Indira Queresma, esclarece que os shoppings, enquanto iniciativa privada, são abertos ao publico e o direito de manifestação em locais de acesso às pessoas é resguardado por lei. Ela disse ainda, que não se pode impedir a entrada dos adolescentes quando não há nenhuma prática de ato ilegal. Será que essa Senhora aceitaria um rolezinho praticado por mais de 2 mil pessoas, na sede da OAB-DF, durante uma reunião na entidade? Ela certamente seria a primeira a chamar a policia, para retirar do local, os jovens que estavam apenas praticando um rolezinho. Pimenta Senhora Indira Quaresma só doi no olho do vizinho.

Pesquisa aponta perspectivas para saúde no DF daqui a dezessete anos

Até 2030, o DF precisará criar 5 mil novos leitos
 A rede de saúde do DF tem mais médicos do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para atender a demanda populacional de 2030, o governo precisará contratar mais 708 médicos e criar 5 mil leitos. Os dados são do estudo Projeções Demográficas para 2030 no DF e Área Metropolitana e os impactos na Educação, Saúde, Transporte, Emprego e Infraestrutura Urbana feito pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).
O estudo, que considerou itens como leitos, médicos, equipes do programa Saúde da Família e vacinação, analisou dados de outubro de 2013 e adotou como referência os indicadores da OMS e do Ministério da Saúde.
Conforme recomendação da OMS, as cidades devem ter no mínimo um médico para cada mil habitantes, e, para melhorar o padrão de atendimento, o índice é de um médico para 500 habitantes.
Segundo o Banco de Dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), o DF tem 15.174 médicos de diversas especialidades, o que representa uma média de um médico para 184 pessoas, proporção muito superior à recomendação da OMS. Na rede pública de saúde, atuam 6.748 desses profissionais, o que representa um médico para cada 413 pessoas.
O secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, explicou que os hospitais da rede pública são muito utilizados por moradores de outros estados, o que sobrecarrega o sistema.
"No Hospital de Base, que é referência para atendimento a politraumatizados, por exemplo, o fluxo de atendimento a pacientes que não residem no DF é de 80%. Isso faz com que a relação médico/paciente seja maior. Além disso, o sistema estava abandonado e não recebia investimentos. A população de fora sobrecarrega nosso sistema, mas não vamos deixar de atender. Isso porque o sistema de saúde é universal e acreditamos nisso", afirmou.
INVESTIMENTOS – O Governo do Distrito Federal realizou diversos investimentos na área de Saúde, nos últimos três anos, para melhorar a qualidade dos serviços e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e atendimentos de emergência.
 Entre 2011 e 2013 foram construídas nove Clínicas da Família - quatro em Samambaia, uma no Areal, uma em Sobradinho, duas no Recanto das Emas e uma em Sobradinho II, para prestar serviços básicos como vacinação, exames de pré-natal, acompanhamento de doenças crônicas e consultas.
 O GDF também entregou quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – em Samambaia, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e São Sebastião. Mais quatro UPAs estão em construção e devem ser inauguradas neste ano, sendo duas em Ceilândia, uma no Gama e outra em Sobradinho.
"Reformamos os principais hospitais, criamos as Clínicas da Família, UPAs e contratamos mais de 14 mil servidores, além de aumentar os salários dos dentistas, enfermeiros e médicos e do reajuste de carreiras", declarou Barbosa.
PROJEÇÃO – Para 2030, o Distrito Federal necessitaria de 7.456 médicos, número substancialmente inferior ao do que já dispõe. Em relação ao contingente de médicos na rede pública, tendo também como referência a relação de um médico para 500 habitantes, seria necessária a contratação de apenas 708 médicos para a rede até 2030.
Outro item analisado foi a quantidade de leitos. O desejável é um leito para cada 400 habitantes. Em 2013, o número de leitos disponíveis no DF, em hospitais públicos e particulares, era de 6.808, ou seja, um para cada 410 habitantes. Considerando apenas a rede pública, o número de leitos existente é de 4.433, o que corresponde a 629 habitantes por leito.
Mais de 800 leitos foram criados no DF, desde 2009, quando existiam cerca de 3,6 mil. Somente neste ano o GDF instalou 80 novos leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais públicos e disponibilizou mais 19 leitos de UTI conveniados e contratados. Com essa expansão, que ocorre desde 2011, o número de leitos de UTI cresceu 185% em três anos, passando de 236 para 437.
Em 2030, para atingir a meta de 400 habitantes por leito e levando em conta apenas a rede pública, será necessária a implantação de 5 mil leitos.
Quanto ao Programa de Saúde da Família, o CNES indicou a existência de 230 Equipes da Saúde da Família (ESF) no Distrito Federal em 2013. Considerando que cada equipe atende 3 mil pessoas, a cobertura é de 26% da população. A meta da Secretaria de Saúde do DF é atender a mais de 70% da população em 2030, o que significa que deverão ser contratadas mais 650 equipes.
 Outra preocupação do governo é a saúde da mulher. Para atendê-las, foi criada em 2012 a Carreta da Mulher, unidade móvel que realiza exames preventivos do câncer de colo de útero (Papanicolau), mamografias e ecografias. Com quatro unidades móveis disponíveis, já foram realizados mais de 100 mil exames. O projeto proporciona comodidade e agilidade, pois a paciente não precisa se deslocar até um hospital para agendar e fazer exames.
 VACINAÇÃO – A imunização de estudantes contra o Papiloma Vírus (HPV), principal causador de câncer de colo de útero, foi outra iniciativa inédita no país. Cerca de 108 mil meninas, de 11 a 13 anos, foram vacinadas contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Somente em 2012, a doença foi a responsável pela morte de 90 mulheres no DF.
Em 2013, a cobertura vacinal de crianças menores de 1 ano está entre 85% e 100%, dependendo da vacina, e ultrapassa 43,9 mil aplicações. Segundo as estimativas para 2030, o DF terá 45.712 crianças nessa faixa de idade. Para atender a 100% dessas crianças, será necessário um pequeno incremento, entre 1,7 mil e 8,3 mil vacinas a mais, a depender da doença combatida.
No caso da população acima de 60 anos, a cobertura vacinal de Influenza, conhecida como Vacina da Gripe, garantiu a imunidade de 84,5% dos idosos do DF em 2013. Em 2030, mais de 618,4 mil pessoas estarão nessa faixa etária. O grande aumento de idosos exigirá ampliação de 460 mil vacinas para uma cobertura completa.
 METAS PARA 2014 - Diversos investimentos na área de Saúde serão realizados em 2014, como a construção de:
- 32 Clínicas da Família;
- 10 UPAs;
- Bloco de Trauma do HBDF;
- Novo Hospital do Gama;
- Central de Laudos;
- Usina de Exames;
- 16 Academias de Saúde;
 Além disso, serão adquiridas uma Carreta da Oftalmologia, para a realização de 250 exames por dia, e uma Carreta da Ressonância Magnética.

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