Morte de pianista de 55 anos assusta moradores de Pirenópolis

Vítima morava em uma chácara da área rural do município goiano, onde foi assassinada. O caseiro dela, principal suspeito, está desaparecido desde o crime. Greve da Polícia Civil prejudica as investigações

Sandra  tocou piano no Dia das Crianças em espaço da cidade goiana, tendo, ao lado dela, o acusado do crime (Arquivo Pessoal)

 Principal destino dos brasilienses nos feriados e nos fins de semana, a pacata e histórica Pirenópolis (GO) está assustada com um crime ocorrido há duas semanas e ainda sem resposta. A pianista e professora de ioga Sandra Bosi Alencastro Veiga, 55 anos, morreu em 25 de outubro, uma sexta-feira, na zona rural do município distante 140km de Brasília. Um vizinho estranhou a falta de movimento na chácara dela e decidiu olhar pela janela da casa. Avistou a artista nua, caída no chão e com sinais de estrangulamento e pedradas. Investigadores desconfiam de latrocínio (roubo com morte), mas dependem de provas técnicas para concluir o caso. Apontado como único suspeito, o caseiro da propriedade está foragido.
No interior do imóvel, policiais identificaram marcas de sangue no banheiro e no quarto da vítima, além de pegadas e roupas, que seriam do suspeito, Davi Mundim da Silva, 39 anos. Morador de Goiânia, ele estava na chácara da pianista havia duas semanas. Ficaria lá enquanto Sandra estivesse na Índia, país para o qual tinha passagem aérea marcada para 3 de novembro. A artista visitava o país frequentemente. A principal linha de investigação é de que o caseiro matou a pianista para roubar o dinheiro destinado à viagem. Há uma mandado de prisão contra o acusado.

A vítima havia sacado R$ 5 mil na semana anterior ao crime. Policiais não encontraram no sítio essa quantia e mais US$ 1,5 mil, que Sandra usaria na visita à Índia. Mas peritos recolheram o comprovante do saque e a pedra supostamente usada no assassinato. Davi desapareceu após a descoberta do corpo. Segundo vizinhos, ele havia sido flagrado pela pianista mexendo na bolsa dela, o que teria provocado uma discussão entre ambos e a demissão do caseiro, um dia antes do crime.

Solteira, Sandra não deixou filhos e morava sozinha. Familiares sepultaram o corpo dela em 28 de outubro no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Desde então, aguardam o desenrolar da investigação, que, apesar de haver um suspeito, caminha lentamente. Amigos de Sandra em Pirenópolis não escondem o medo. Tanto que só aceitaram dar entrevista sob a condição de não ter o nome divulgado. “Ela era uma pessoa muito boa, caridosa. Encontrava pessoas na rua, dava prato de comida e trabalho para arrumar a chácara. Tinha paixão gigantesca pelo piano. Tocava por prazer. No Dia das Crianças, tocou no Vale do Amanhecer de Pirenópolis para crianças”, contou uma fotógrafa da cidade. 

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