quarta-feira, 9 de outubro de 2013

BRT começa a sair do papel para o entorno

Até 2015, moradores da Região Metropolitana do Distrito Federal poderão chegar mais rápido a Brasília. Essa é a promessa do projeto que prevê a extensão do BRT - hoje em obras no trecho de Santa Maria até o Plano Piloto – até as cidades goianas de Luziânia. Foram liberados R$ 800 milhões para a construção, que deve começar em março de 2014.
 
O sistema utiliza veículos articulados  e biarticulados, com ar-condicionado e capacidade para cerca de 180 passageiros.   Os corredores exclusivos serão construídos junto ao canteiro central da BR-040  continuando as obras que já foram iniciadas no DF. Nele, vão operar linhas semi-expressas.


Em outra etapa do projeto, estes veículos poderão trafegar de Ceilândia até Águas Lindas.
 
A população de cidades que serão beneficiadas com a extensão ainda encara  o projeto com desconfiança, mas espera que a obra represente melhorias. Moradora de Luziânia, Conceição de Maria Alves está à procura de um emprego em Brasília, mas reconhece que o trânsito complicado dificulta o ir e vir da capital todos os dias. “Eu faço faculdade aqui, porque sabia que se fosse estudar lá não teria condições. Minha intenção é arranjar um emprego lá, pedir transferência na faculdade e ficar por Brasília, porque não dá para ficar indo e voltando”, diz.
 
Por dois dias seguidos, Conceição teve que sentir na pele o que trabalhadores de Brasília passam todos os dias para voltar para a casa, na Região Metropolitana, e foi exaustivo: “Segunda-feira peguei um ônibus às 17h e cheguei em Brasília depois das 19h. Hoje, saí de casa as 11h45, o ônibus deveria ter saído às 12h. Já vai dar 13h e o carro ainda não chegou”, detalha. 
 

O alto número de pessoas que trabalham no DF e moram nas cidades-dormitório da Região Metropolitana sofrem diariamente com grandes congestionamentos, passagens com preços elevados, coletivos lotados e velhos. Diante desse cenário, o especialista em trânsito Paulo César Marques vê essa parceria inicial como algo positivo e que deve ser acompanhado. “Em principio, é muito bom. É preciso uma integração entre o GDF e o governo de Goiás porque vários serviços têm essa dependência dentro da Região Metropolitana de Brasília. Parece que estamos evoluindo, finalmente”, complementa o especialista.
 
O secretário do Entorno de Goiás, Gilvan Máximo, está otimista: “Em março de 2015, teremos transporte público de primeiro mundo para pelo menos um milhão de pessoas”, diz.   


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