Objetivo será verificar se locais atendem regras de dispensação de resíduos e segurança do animal
Fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) intensificarão as ações de combate a irregularidades como maus-tratos aos animais, destinação de resíduos, funcionamento sem licença ambiental entre outras, em abatedouros do Distrito Federal.
 "Na verdade, nos estamos sistematizando as nossas operações de fiscalização para as atividades que necessitam obrigatoriamente de licenciamento. Iniciaremos com a operação nos abatedouros, mas temos outras previstas para postos de combustíveis e resíduos hospitalares", destacou hoje, o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Brandão à Agência Brasília.
 Nos abatedouros, o trabalho será dividido em duas etapas, uma de fiscalização em estabelecimentos de animais de grande porte (ovinos, caprinos e suínos) e outra focada em aves.
 Este mês, em duas operações de rotina, os ficais do Ibram interditaram um local de abate de aves e outro de animais de grande porte.
 No primeiro, em Ceilândia, o abatedouro funcionava sem licença ambiental, dispensava os resíduos (sangue, vísceras) diretamente no solo e queimava a carcaça dos animais.
 No segundo, no Núcleo Rural Ponte Alta no Gama, houve flagrante de crime ambiental, com o abate de animais gestantes.
 "A Lei Distrital nº 4.060/2007 considera maus-tratos abater animal gestante. Você sacrifica o animal e descarta o bezerro, logo sacrifica duas vidas em uma sem qualquer necessidade", enfatizou o secretário de Meio Ambiente.
 Por conta dessa prática, o estabelecimento foi multado em R$ 5.608,40 e foi concedido um prazo de 30 dias para a adequação das irregularidades verificadas durante a fiscalização, sob pena de nova multa e interdição das atividades.

Hospital de Santo Antônio do Descoberto, na divisa de Goiás com o Distrito Federal, custou quase R$ 5 milhões, ficou pronto há 8 anos, mas nunca atendeu a nenhum dos 1,2 mil pacientes previstos por dia.
Na semana passada, o Jornal Nacional mostrou a situação caótica do Hospital de Base, em Brasília, onde um paciente que precisa de uma cirurgia de urgência precisa esperar durante dias numa fila. Nesta terça-feira (20), o repórter Marcos Losekann mostra um dos motivos dessa superlotação.

Um cachorro preguiçoso, uma cerca enferrujada e um guarda desarmado. É tudo o que protege o patrimônio da saúde pública. O Hospital de Santo Antônio do Descoberto, na divisa de Goiás com o Distrito Federal, custou quase R$ 5 milhões, ficou pronto há 8 anos, mas nunca atendeu a nenhum dos 1,2 mil pacientes previstos por dia. A população já cansou de esperar.

O único hospital da cidade de 200 mil habitantes está em reforma. Não interrompeu o atendimento, mas não tem condições de cuidar de doenças graves.  Segundo a prefeitura, a solução pros casos mais complicados é a ambulância que leva os pacientes para os já abarrotados hospitais de Brasília.

“É vergonhoso. E como prefeito eu sinto envergonhado”, afirmou Itamar Lemes do Prado, PDT, prefeito de Santo Antônio do Descoberto.
Situação ainda pior foi encontrada em Águas Lindas de Goiás. Lá só existe o esqueleto do que seria um dos maiores hospitais do Entorno do Distrito Federal. Mato e teias de aranha tomaram conta da área destinada ao centro cirúrgico.

A obra em Águas Lindas de Goiás custou mais de R$ 15,6 milhões aos cofres públicos e era para ter sido concluída em março de 2010. Mas parou muito antes disso. Nem um terço ficou pronto. Faltam vidros nas janelas, paredes, em algumas alas. E o piso é chão batido.

O hospital teria 152 leitos e poderia atender até 1,5 mil pessoas por dia. Para tirar esse patrimônio da UTI, do descaso e do abandono serão necessários, pelo menos, R$ 20 milhões. Mas até agora o hospital só recebeu promessas. 

As informações foram passadas pelos engenheiros do governo de Goiás, que nesta terça-feira começaram a fazer um levantamento da situação.

Enquanto isso, quem precisa de médico disputa vaga no pequeno hospital da cidade. Ou em uma das cinco ambulâncias com destino a Brasília.

“Ambulância não é solução. A solução é fortalecer atenção primária, ter médicos qualificados”, disse Willem Madison Teixeira, secretário municipal de Saúde.

Resolver o problema na origem pode não só desafogar o sistema hospitalar da capital do Brasil, mas principalmente evitar situações degradantes como a que flagramos nesta terça. Dona Irene, de 70 anos, com a perna quebrada há 4 dias, viajou 8 horas do interior da Bahia para chegar a Brasília. Perambulou por vários hospitais durante toda a madrugada até conseguir uma vaga. Agora vai ficar na fila da cirurgia.

Ministério da Saúde afirmou que está negociando a retomada das obras dos hospitais com o governo do estado de Goiás e as prefeituras. Mas ainda não tem prazos definidos.

Fonte: Jornal Nacional.








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